quinta-feira, 2 de março de 2017

Sob a sombra da lua cheia - parte 05


Obs.:  Para ver outros textos do livro, clique no link da resenha:


Capítulo 02 - parte 05

Galgando a cerca de tábuas, ela sentou-se ao lado dele. Usava uma calça jeans desbotada que se ajustava perfeitamente em seu lindo corpo bem torneado; botas pretas e compridas. E, na cabeça, via-se um chapéu de cowboy.
 Olhando para as montanhas ao longe, as quais podiam ser vistas de qualquer ponto do rancho, ela falou:
--- Senti imensa saudade daqui.
--- Não foi nada fácil, hein?
--- Eu contava os dias, papai. Mas, felizmente me formei.
--- Eu a compreendo, Carrie. Sei o quanto você ama esta
região.
Ela balançou a cabeça dizendo:
--- Sim; muito. O cheiro do mato, das flores e até dos animais. O ar daqui é, simplesmente, renovador! --- exclamava ela erguendo a cabeça e aspirando o ar fresco.
O curral aos poucos ia ficando vazio, com exceção de algumas vacas leiteiras e sua crias que ainda permaneciam por ordem de José Pires. Seus empregados abriam as porteiras e tangiam o gado. Os animais, então, saíam rumo às pastagens. Enquanto José Pires e sua filha conversavam, alguém se aproximou para lhe dar um recado.
--- Senhor Moore, o xerife Tim Walker acaba de chegar.
Após dar algumas instruções aos empregados, ele desceu da cerca e dirigiu-se à sua residência sendo seguido pela filha.
Um homem gordo e baixo aparentando uns cinquenta anos, o esperava  sentado numa cadeira na varanda. Ao vê-lo, o saudou.
--- Bom dia, xerife! Afinal, que ventos trazem o senhor aqui?
O xerife levantou-se para cumprimenta-los.
--- Senhor Moore, Sam, aquele rapazinho que trabalha em seu rancho, pode me dizer se ele veio trabalhar hoje?
Surpreso com a pergunta, ele respondeu:

--- Não, hoje ele não veio. 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Sob a sombra da lua cheia - parte 04




Capítulo 02 
O VALE DOS LOBOS


       No dia seguinte,  reaparecia por trás das serras o sol. Então, o vale dos lobos se tornava visível mais uma vez: era o amanhecer de um novo dia. Para qualquer direção que se olhasse, podia se ver o verde vivo da bela paisagem com as montanhas ao longe. Podia se sentir um frescor gostoso, o perfume das flores e do mato no ar. O orvalho ainda umedecia a relva, e a vida dos moradores da região  ao poucos ia retomando o ritmo habitual.
         Sentado à cerca do imenso curral de seu rancho, David Moore, um dos mais ricos rancheiros do vale dos lobos, observava um pequeno grupo de homens lidando com o gado. Dava-lhes ordens em voz alta a qual se misturava aos berros potentes dos animais. Levantar-se cedo para administrar a sua propriedade era um hábito prazeroso. Tinha  cerca  de cinquenta  e  cinco  anos, porém,  a vontade    e    disposição   de um rapaz  de  vinte. Olhava para o interior do curral, quando  sentiu um leve toque no ombro. Girou a cabeça para ver quem era, depois disse:
--- O que faz aqui tão cedo, filha? A bela moça sorriu. E respondeu:
--- Vou cavalgar um pouco, papai.
--- E a sua mãe... já acordou?
--- Sim. Está nos esperando para a refeição matinal.

Chamava-se Carrie. Tinha vinte e quatro anos, olhos verdes e brilhantes como esmeralda lapidada, cabelos lisos, loiros, pele clara e bem cuidada. Os traços de seu rosto eram perfeitos, mas delicados como uma flor. David Moore e sua família moravam numa aconchegante e espaçosa casa de dois andares em seu rancho. Era uma espécie de sobrado. Na parte inferior, podia  se  ver  uma  varanda   que abrangia toda a frente e uma lateral.  Ao fundo da residência, um extenso pomar com diversas árvores frutíferas. E, um pouco mais além, podia se avistar ao longe um gigantesco “tapete verde”: eram as pastagens de ótima qualidade que ali cresciam para alimentar e nutrir o gado robusto e numeroso.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Sob a sombra da lua cheia - parte 03

Obs.: Para ler outros trechos, clique no link da resenha: Resenha

Capítulo 01 - parte 03


--- Não nos resta outra saída. Temos que alcançar os cavalos --- disse Sam, procurando manter a calma. Assim, esforçando-se para superar o medo, recomeçaram a andar na direção dos cavalos. Contornando algumas árvores, chegaram ao local dos animais, os quais demonstravam estar mais tranquilos.
--- Vamos embora, Sam. Agora! --- gritou Joe, montando em um dos cavalos.

O outro relanceou um último olhar para os lados. Depois enfiou o punhal na bainha e montou em seu cavalo. Mas, quando já saíam em veloz galope, ouviu um grito atrás de si. Parou o cavalo imediatamente. Voltou-se e...
No chão, ficara Joe... e em cima dele rosnando, divisou algo que não conseguiu definir. O rapaz fez menção para  ajudar  o  amigo. Mas, em  frações  de segundos, percebeu que já era tarde demais...

Seu amigo já estava dilacerado em meio a muito sangue. O estranho ser se virou. Seus olhos refletiam a luz da lua. Preparava um salto para alcançar sua próxima vítima, mas não teve sorte. Tudo fora muito rápido, entretanto, segundos que duraram uma eternidade. Deu um vigoroso puxão nas rédeas do cavalo para o lado e escapou por um triz. Ao vê-lo fugir, o ser se embrenhou pelo mato. Movia-se através de atalhos. O rapaz, ao mesmo tempo, fustigava o cavalo por uma trilha para fugir. Tinha a intenção de alcançar uma ponte que se situava a cerca de quatrocentos metros de onde ele e seus pobres amigos pescavam. Atravessando-a, conseguiria, talvez,  safar-se.

Todavia, quando já concluía a descida de uma ladeira, a qual dava acesso ao riacho, de um ponto alto do terreno, um vulto se projetou impedindo a passagem do cavalo. Assustado, o animal ergueu as patas dianteiras relinchando. João desequilibrou-se e caiu. Naquele instante, sentiu-se perdido. Pois o seu cavalo, “veículo” da salvação... já fugia galopando ao longe pela margem do riacho. Quando se ergueu, sentiu o sangue gelar nas veias. A três passos a sua frente, ele viu uma vez mais o ser.

Contemplava-o com seus olhos felinos, os quais brilhavam misteriosamente sob a claridade tênue da lua cheia. Parecia zombar de sua presa.  Assim, estáticos, eles se fitavam. Trêmulo e muito pálido, Sam pressentia que a morte era iminente. Seria impossível escapar. Então, aflito, levou a mão à cintura para puxar da faca. Foi seu último gesto.


No alto, uma bela lua cheia continuava a brilhar. Mas embaixo,  o sangue de Sam tingiu a água do riacho dos lobos, a qual se renovava constantemente devido à forte correnteza.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Sob a sombra da lua cheia - parte 02

Leia também a parte 01

Capítulo 01 - parte 02

Enquanto isso, os outros dois conversavam na beira do riacho. Jamais poderiam imaginar que aquela seria a última noite de suas vidas. A exemplo de Bruce, ambos também eram bem jovens. Pescar em noites iluminadas pela lua cheia era um hábito e um prazer. O riacho, que todos os moradores da região apelidavam de riacho dos lobos, refletia, como se fosse um espelho, os raios lunares. Com os olhos fixos na água, João exclamou:
--- Fisguei mais um!...
Com rápidos e hábeis movimentos, recolheu a linha. O peixe se debatia na vã tentativa de se libertar do anzol. Mas, após alguns segundos, era tirado da água. Seu algoz sorria.
--- É, meu amigo, te peguei pra valer!
Nas mãos, sentia as escamas úmidas e viscosas.
--- Bem, já temos bastante peixe. Vamos, então? --- disse Joe.
--- Não precisa dizer duas vezes, parceiro --- respondeu Sam.

Quando, então, se afastaram das margens do riacho parar pegar uma trilha rumo ao acampamento, ouviram um grito. Por um instante, ficaram perplexos.  Depois, precipitaram-se correndo. Porém, quando chegaram ao local, estacaram assustados. Diante deles, estendido no chão, a cerca de dois metros da pequena fogueira, podia se ver Bruce, ou melhor, o que sobrara dele. Pois estava desfigurado! Havia sangue por toda parte também.
--- Mas... o que será que aconteceu, Sam?---indagou Joe com  os  olhos  arregalados refletindo medo. Muito pálido e suando frio, girava o corpo ao mesmo tempo lançando um olhar inquiridor para as sombras das árvores circundantes. Sam puxou da cintura um longo e afiado punhal. Sem olhar para o apavorado amigo, falou:
--- Não sei. Mas algo matou o nosso pobre amigo... e tá aí escondido no mato nos espreitando.

--- Então, vamos dar o fora daqui! --- exclamou Joe, fazendo menção de ir ao local dos cavalos.
Mas... algo inusitado ocorreu: um som alto se elevou na noite ecoando e fazendo se ouvir às centenas de metros do ponto de onde partira. Os cavalos, que já estavam agitados e nervosos, ficaram histéricos. Com os olhos arregalados e as narinas infladas, relinchavam erguendo as patas dianteiras: pressentiam uma ameaça.
Joe, num relance, vislumbrou algo se movendo atrás das árvores. Segurou o braço do companheiro:
--- Vi alguma coisa no mato!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Sob a sombra da lua cheia - parte 01



Com a autorização do autor Nicholas Green, postarei alguns capítulos do livro. Leia e tire as suas conclusões sobre a obra.

Capítulo 01


SOB A SOMBRA DA LUA CHEIA

A lua cheia iluminava o vale dos lobos. A paisagem noturna tinha um quê de mistério. Sentados na margem rochosa de um riacho, três rapazes pescavam. Lançando o anzol na água, um deles comentou olhando o companheiro ao lado, que também segurava uma vara de pescar.
--- Fisguei outro, Sam.
--- Ótimo. Vamos pegar mais uns dois peixes. Depois, vamos para perto da fogueira --- falou o outro.
No alto, a lua cheia iluminava todo o vale dos lobos. Entretanto, escondia um segredo, e seria “testemunha” de algo hediondo que aconteceria àqueles três jovens. Despreocupados, eles continuavam a conversar em meio à deslumbrante paisagem noturna.
--- Bruce, você prepara a fogueira?
Um dos jovens que estava limpando os peixes, respondeu:
--- Pode deixar comigo, Sam.
Ergueu-se para executar a tarefa.
--- Aproveite e já leve os peixes que preparei pra assar --- Pediu o rapaz que acabara de fisgar o peixe. Chamava-se Joe.

Virando-se, Bruce caminhou na direção do acampamento improvisado, que ficava próximo a algumas árvores onde haviam deixado seus cavalos. Após cerca de trinta passos, chegava ao local pretendido. E, minutos depois, aquecia-se próximo à uma fogueira. Mas, se tivesse ciência do perigo iminente que o rondava naquele momento, fugiria dali o mais depressa possível. Enquanto ele assava os peixes e esperava pelos amigos, algo praticamente invisível nas sombras da vegetação adjacente o observava. 

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Dragões da noite - O Reino de Ava - Sinopse



Em "O Domínio de Ava" Dylan, a principal celebridade da história, é um moço normal, aluno, filho, companheiro... Contudo, depois que começa a ter seguidos sonhos, ele nota que algo principia a desviar. Capacidades que não possuía começam a aflorar e tudo converge para apenas um alvo; sua apresentação para o campo de Ava. Lá, ele vai achar que ser um indivíduo normal era unicamente um amparo, uma camuflagem para que no período adequado ele pudesse achar quem é efetivamente. Guerreiros, uma Rainha, Dragões, tudo pode ser visto nesse primeiro livro, só uma fato não se sabe... Em que lugar o mal irá aparecer.

Recomendo. 
Avaliação: Ótimo

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Sob a sombra da lua cheia - resenha

Atenção! Após a leitura da resenha, leia os capítulos que estão sendo disponibilizados. Eles estão subdivididos em diversas partes.
Capítulo 01. Clique nos números abaixo para ler.
1 - 2 - 3 - 4 - 5



Agora, leiam com atenção a resenha.

Já li diversos livros e assisti muitos filmes recheados de suspense e mistérios. Enfim, o que aborda o sobrenatural. Quando vi a capa deste livro, já fiquei muito curioso. O título também me impressionou. E o conteúdo? Acreditem, superou as minhas expectativas. O enredo e a trama me envolveram de tal maneira, que me desliguei do mundo real. Agradeço muito ao escritor Nicholas Green pela honra de resenhar a sua obra. A história fictícia do autor se inicia no, também, fictício vale dos lobos, em uma região dos Estados Unidos. Robert Jenkins, o protagonista, recebe em seu rancho a escritora lisa Miller. Conforme foi combinado, ela ouvia a narrativa e fazia as devidas anotações. Pois o rascunho deveria se transformar em um livro.


O encontro deles se dá no ano 2000 mil do século XX. Mas, Robert narra uma incrível história que ele vivenciou 35 anos antes. Ele conta que ao receber uma ligação do xerife de Fairmont, pequena cidade localizada dentro do vale dos lobos, resolve retornar à sua terra natal. Robert é agente do FBI e mora em NovaYork. O xerife é um velho amigo de infância. Moradores do vale estão sendo encontrados mortos. Os corpos dilacerados.

Ao perceber que o amigo está sob pressão e com dificuldades para resolver o caso, Robert aceita o desafio. Além de Robert, Lisa e o xerife Tim, outros personagens entram em cena. O vale dos lobos é o cenário perfeito com a sua bela paisagem. Mas, quando a noite surge, fica ainda mais deslumbrante ao ser iluminado pela lua Cheia. O autor realmente fez uma história e enredo envolvente. Além dos personagens mencionados, há outros que enriquecem ainda mais a história. 

Penso que o autor tenha exagerado um pouco ao dar um quê de espiritualidade em sua obra, pois alguns leitores podem não compreender a mensagem. Certamente, é um livro que causará polêmica e dividirá as opiniões. Recomendo.

Avaliação: Excelente.



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Sinopse - Sob a sombra da lua cheia


SINOPSE

Quando Robert Jenkins viu a moça que acabara de abrir a porta do automóvel, ele sabia que era chegado o momento.  Ele vivia no vale dos lobos, deslumbrante região cercada de montanhas. Há cerca de 30 anos antes, quando era um jovem policial e agente do FBI, vivenciou e foi protagonista de uma incrível história. Inicialmente relutou, pois havia algo em seu passado que ainda lhe causava dor, mas acabou cedendo. Afinal, sentia que de certa forma estaria contribuindo com a humanidade. Entretanto, Lisa Miller, a jovem escritora, que transformaria a história dele em um livro, também tinha algo a revelar.


O vale dos lobos, região de belas paisagens sempre foi uma espécie de paraíso para os seus habitantes. Mas, repentinamente, tudo muda. As noites já não são mais seguras. Mortes vão se sucedendo durante a fase da lua cheia. O xerife Tim Walker não consegue encontrar pistas. A pressão sobre ele aumenta. Então, só lhe resta solicitar a ajuda do amigo, Robert Jenkins. Robert, acostumado a desvendar casos difíceis, não recusa o pedido do amigo. E, então, viaja para o vale dos lobos. Só que ele não sabe que enfrentará uma ameaça sobrenatural, algo que está além da sua compreensão. E que passeia sob as sombras da lua cheia em busca de presas.   

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

A ponta do novelo & outras histórias - resenha



Vivemos em tempos difíceis. E, pouco a pouco, os seres humanos vão perdendo a capacidade de observação e de interiorizar o que se vê.  O tempo parece mais curto. E estamos sempre atarefados e atormentados por ‘mil’ preocupações. Há tanta coisa bela pra se ver: o sol que se põe, ou a chuva que cai. Os animais, as flores, as paisagens. Enfim, tudo a nossa volta nos ensina algo. A simbologia é uma forma de comunicação muito poderosa. Ela penetra fundo na alma e desperta em nós a reflexão. Isso eu aprendi lendo o livro: ‘A ponta do novelo & outras histórias’.
Confesso que a simbologia e as metáforas do autor Hilário Francisconi me cativaram. O prefácio do livro foi escrito pela doutora e professora Márcia Maria de Jesus Pessanha. Ela é presidente da Academia de Letras de Niterói, Rio de Janeiro. Isso significa que ela possui conhecimento e autoridade para falar sobre literatura. Conforme ela disse: a obra não tem um gênero definido, pois há de tudo um pouco: contos, crônicas, reflexões e prosa poética. Na verdade, uma ‘salada‘de textos de muito bom gosto.

Não foi fácil analisar a obra. Devido a certo grau de complexidade em alguns trechos que li, a minha interpretação pode ser diferente da interpretação de outros leitores. Entretanto, no subjetivismo do autor há sempre uma mensagem útil. Surrealismo, personificação e o fantástico se fundem nos textos dando um quê enigmático nas histórias, algo que me agradou bastante. Exemplos: o turista Kaled que acha uma ampulheta no vagão de uma locomotiva e viaja em seus devaneios, o diálogo divertido entre a sombra e a chama, no qual disputam quem é mais importante, e o homem que não via a própria imagem em um labirinto de espelhos, mas em cada espelho estava refletida a imagem de um homem diferente. Porém, era um só homem. Talvez ele tenha conseguido ver as suas múltiplas personalidades nos espelhos. Foi isso que entendi.

São 32 histórias. Certamente, quem leu o livro escolheu as suas preferidas. Eu também tenho as minhas e vou citar algumas dentre as 25 que mais gostei: A ampulheta, a ponta do novelo, o cupim, o labirinto de espelhos, a concha, as duas ilhas, a bolha de sabão, a corda bamba, a sombra e a chama, sombras amantes e a bolha de sabão. Em todas as histórias, há um ritmo eletrizante. Assim o autor tece as palavras, frases, períodos e parágrafos com habilidade, graça e elegância. A palavra ‘novelo’, presente no título da obra de Hilário Francisconi, significa bola de fio enrolado. Desse emaranhado de fios, podem surgir belos trabalhos artesanais. Todo escritor possui em sua mente uma espécie de novelo. Agora, fazer algo diferenciado não é tarefa fácil.
Parabenizo o autor pela  obra. Recomendo.
Avaliação: ótimo
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Morri para Viver - Resenha



Sete milhões de exemplares vendidos. A protagonista da biografia jamais poderia imaginar que a história de sua vida renderia tantas cifras. Estou falando de Andressa Urach, a mulher que foi ao 'inferno’, mas retornou transformada pelo poder de Deus. Após entrar em coma, devido à aplicação de hidrogel e pmma no corpo, teve uma experiência sobrenatural. A dor e a luta pela qual ela passou era algo imensurável. Equiparando-se apenas à obsessão e ao desejo louco pela fama, dinheiro e poder. Ela simplesmente arriscou tudo para ser o centro das atenções da mídia. E conseguiu.
Seu nome se tornou sinônimo de degradação moral. Prostituição, drogas e diversos escândalos se tornaram parte do cotidiano de Andressa. 

Foram muitas as cirurgias, e foram muitos os homens com os quais se prostituiu. Astros do futebol, músicos, políticos, empresários, traficantes e até religiosos. Enfim, a lista era extensa. As bizarrices do submundo da prostituição são narradas com detalhes. Na prostituição de luxo, Andressa foi destaque. Cobrava valores elevados por seus serviços. Só pra se ter uma noção: ela fez um programa por 30 mil reais, em uma hora apenas. Entretanto, a maior parte do que recebia era gasta com as cirurgias e drogas. Andressa teve uma relação familiar conturbada. Aos sete anos de idade, foi vítima de pedofilia. O pedófilo teria abusado dela muitas vezes. Certamente, isso contribuiu pra que ela se tornasse uma pessoa amargurada e rebelde. 

No livro não é citado os nomes dos famosos que se envolveram com Andressa. Porém, como foi um caso que se tornou público e explorado pela mídia, o relacionamento dela com o jogador Cristiano Ronaldo foi mencionado.

No mais, Morri para Viver é leitura imperdível. Ricamente ilustrado com as imagens de Andressa ao longo da trajetória de sua vida. Elas mostram uma Andressa na infância e adolescência. Depois, uma mulher sensual já modificada pelas diversas plásticas, hidrogel, Pmma e as chocantes imagens em uma cama de hospital.·.
No entanto, o que mais me agradou: as fotos de uma mulher de cabelos curtos, vestida de maneira elegante. Só Deus mesmo faz tamanha transformação.

Recomendo
Classificação: Excelente

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

A Cabana - resenha





Pode até ser que alguns visitantes do meu blog não concordem comigo. Mas, tudo bem, cada pessoa tem a sua maneira de pensar. Eu, simplesmente, respeito. Quando comecei a ler a cabana, pensei logo que estava diante de uma história que me prenderia do início ao fim. Mas isso não aconteceu. Nos quatro primeiros capítulos, a leitura fluiu muito bem. Depois perdi a conta de quantas vezes eu dormi sobre o livro. Então, me perguntei: "O que está acontecendo? Afinal, não se trata de um livro que se tornou um campeão de vendas"? Mak Aleens é o protagonista da história. Divertia-se com seus filhos em um acampamento. Então, o pior de seus pesadelos emergiu: Missy, a filha caçula, desaparece. Após uma operação de busca, o vestido da criança é achado encharcado de sangue em uma velha cabana. 

O mundo de Mak, então, desaba. Dor, aflição e vazio se tornam parte de sua vida. Poucos dias depois, recebe um bilhete misterioso. Tratava se de um convite pra ele passar um fim semana na cabana, a mesma, na qual o vestido de Missy fora achado. O dono do bilhete identificou-se como papai. E ainda disse que sentia Saudades de Mak. Apesar do choque, ele vai à velha cabana. Ao chegar lá, tem um encontro inusitado. A cabana e o lugar em torno dela se transformam numa espécie de paraíso. Três pessoas se apresentam personificadas como Jesus, espírito santo e Deus. 

O breve resumo que fiz é só o que se aproveita no livro. Pra não ser injusto, há uma bela descrição dos ambientes. Depois, o que se segue é um misto de filosofia, espiritualidade e misticismo que não me agradou. As últimas páginas também surpreendem. E só! O livro, simplesmente, me cansou. Escrevi a resenha pra mostrar que nem tudo que reluz é ouro.

Classifico a obra de William P Young de regular.

Abraço



segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Três erros fatais que Lúcifer cometeu - resenha



Lúcifer, o anjo caído. Pode existir alguém neste planeta que nunca ouviu falar dele? Não quero fazer publicidade de graça desse odiável e desprezível ser; mas, segundo a bíblia, ele era o 'cara'. Conseguiu ser o anjo mais poderoso, abaixo apenas de Deus. Domina a música, mas não era maestro como muita gente imagina. Cresci acreditando que ele estava no Céu quando se rebelou contra Deus. Entretanto, ao 'ler três erros fatais que Lúcifer cometeu', comecei a questionar no que sempre acreditei. Segundo o autor, o tal anjo estava no Éden quando se rebelou. E, pensando bem, faz sentido. Se o céu é um lugar santo e sob a proteção de Deus, como poderia o erro ou pecado ter surgido lá.

A Bíblia é um livro espiritual que dá margem para diversas interpretações. Há nela uma simbologia que esconde segredos. Portanto, nenhuma religião ou corrente de pensamentos são donos da verdade. É necessário, às vezes, rever conceitos e mudar paradigmas para enxergarmos além da parede que bloqueia a nossa visão.

Outro detalhe que achei relevante no livro de Paulo Luís é quando ele cita o conceito errôneo do dualismo, que é apregoado por muitas denominações do meio evangélico. Tal conceito parece equiparar Deus e Lúcifer a dois gladiadores em eterno combate. Ou seja, colocando ambos no mesmo nível. Entretanto, Deus não divide sua glória com ninguém. É supremo. E seu poder é infinitamente superior. Ele é o criador, o outro, apenas a criatura caída. Já foi julgado. E, no tempo certo, ficará preso para sempre no inferno, conforme está escrito na bíblia. 

'Três erros fatais que Lúcifer cometeu' é um livro impactante e revelador. Possui apenas 70 páginas e pode ser lido em uma hora apenas. Recomendo e o classifico como um bom livro. Afinal, nos menores frascos estão os melhores perfumes.


Abraço

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Como construir pontes






Eu estava no meu trabalho, quando alguém me abordou para entregar uma folha de papel com o texto abaixo. A princípio não dei importância, mas quando resolvi ler me emocionei. E tirei algumas conclusões: Cada um de nós possui algum “muro ou riacho”. Pode ser um muro de qualquer tipo de preconceito, arrogância, narcisismo, dentre outros. Ou riachos de mágoas e ressentimentos. Resolvi então postar o texto no meu blog. Leia e reflita. Também comente. Penso que a opinião de cada pessoa criará uma maravilhosa moldura para o texto o qual eu comparo a um magnífico quadro pintado com as cores da alma do autor.
Dois irmãos moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. Foi  a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado. Mas agora tudo havia mudado. O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de silêncio.
Numa manhã o irmão mais velho ouviu baterem a sua porta. Ao abri-la, notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro na mão.
--- Estou procurando trabalho, disse ele. Talvez você tenha algum serviço para mim.
--- Sim --- disse o fazendeiro. --- Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu vizinho, na realidade do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois a use para construir uma cerca bem alta.
--- Acho que entendo a situação --- disse o carpinteiro. --- Mostre-me onde estão a pá e os pregos. --- Concluiu.
O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade. O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro. Quando o fazendeiro chegou não acreditou no que viu: em vez de cerca, uma ponte foi construída ali, ligando as duas margens do rio.
Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou:
--- Você foi atrevido construindo esta ponte depois de tudo o que lhe contei.
Mas as surpresas não pararam por aí. Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximando de braços abertos. Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio. O irmão mais novo falou:
--- Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse.
De repente num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se, chorando no meio da ponte. O carpinteiro que fez o trabalho partiu com sua caixa de ferramentas.
--- Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você.
E o carpinteiro respondeu:
--- Eu adoraria, mas tenho outras pontes para construir...

(Autor desconhecido)

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Resenha de Nada a Perder - Edir Macedo





Ultimamente, tenho me interessado acerca de biografias. É com certeza um método eficiente para colher informações sobre as pessoas e suas histórias de vida.  No contato diário com colegas de trabalho, vizinhos e até mesmo os irmãos de fé (membros de igrejas) ouço muitas opiniões e críticas sobre tudo. No entanto, é a mídia, seja ela qual for, que molda os pensamentos, opiniões e até mesmo comportamentos.

Após a breve introdução, falarei agora sobre o livro: Nada a perder. Trata-se da trajetória de Edir Macedo, o líder da Igreja Universal do Reino de Deus. Muitas vezes eu critiquei a igreja mencionada. Até mesmo por desconhecer a sua história. Confesso que tinha antipatia por Edir Macedo. E tudo que eu sabia sobre o líder e fundador da Igreja Universal chegava até mim pelos telejornais nos anos 90. E o que aparecia na tv, na maioria das vezes  mostrada pela rede globo, era sempre algo para denegrir a imagem de Edir Macedo e seu ministério. Estava aberta a temporada de caça não só ele, mas também aos protestantes. E em 1992 alcançou o clímax com a prisão de Edir Macedo. Já nas primeiras páginas do livro, ele narra o espetáculo cinematográfico que foi armado para prendê-lo.

Muito me impressiono com a capacidade que a rede globo de televisão tem para manipular os brasileiros. Ela se viu absoluta por muitas décadas do século vinte. Mas quando se viu ameaçada, tratou logo de reagir com manobras e estratégias diabólicas. Eu digo diabólicas sim, pois a perseguição da rede globo é a todos os protestantes. Afinal, se as igrejas crescem, mais almas são salvas. E o diabo não quer isso! Aqueles que comandam as grandes mídias estão nas mãos de Lúcifer. Suas ações e pensamentos são malignos.

Ao ler o livro: Nada a Perder, passei a ter uma opinião diferente sobre Edir Macedo. Confesso que a sua difícil trajetória, problemas de saúde na família, o preconceito que sofreu até mesmo por parte de irmãos de fé, nada o fez desistir. A atrofia em suas mãos são ainda mais nítidas nos dias atuais, mas não se sentiu inferiorizado quando era jovem. Olhares diziam que ele era apenas um sonhador sem condições nenhuma de alcançar seus objetivos. Entretanto, desconheciam a força que havia por trás dele e que o tornaria mais um instrumento para salvar almas.

Digo, não há homens perfeitos no planeta terra. Na bíblia há relatos de homens fracos que se aperfeiçoaram pelo poder de Deus. Creio que com Edir Macedo também foi o mesmo. Ele mesmo fala de suas falhas e erros em seu livro. Mas, Deus não quer só pastores escondidos em pequenas igrejas falando sempre o mesmo dos velhos e distantes milagres narrados na bíblia. Edir Macedo é um homem destemido e ousado. Ele encheu estádios de futebol, proclamou para os pobres e miseráveis que Jesus cura  salva e liberta em qualquer época. A ousadia e fé dele despertaram parte dos pastores brasileiros e uma multidão de protestantes que estavam inertes e acomodados.
Pra finalizar, eu recomendo a você,  vale a pena ler o livro: Nada a Perder. E então quando concluir a leitura, saberá que quando se perde algo por amor a Deus, o resultado será sempre a vitória. A escolha é sua.

Classificação: Excelente


domingo, 23 de novembro de 2014

Ele veio para libertar os cativos - resenha


Antes de escrever esta resenha, pesquisei na net sobre a autora Rebecca Brown. Confesso que fiquei impressionado sobre a polêmica em torno do livro: “Ele veio para libertar os cativos”.  Estou relendo. No entanto, uma pergunta em minha cabeça perturba a alma: A autora é uma grande mentirosa... ou realmente fez revelações verdadeiras? Satanismo é o tema predominante baseado, segundo a autora, em uma história real. Sei que há um embate entre Deus e o diabo. No meio do fogo cruzado, os seres humanos e toda criatura estão envolvidos. Não há como fugir da guerra. E também não é possível ficar em cima do 'muro'.  Mas uma coisa eu posso adiantar: escolher e trilhar o caminho do diabo é um péssimo negócio!

Muitas coisas estranhas que não conseguimos compreender existem. Isso é fato.
O satanismo e o ocultismo são reais. O diabo se alimenta de pó. Está escrito no livro de Gênesis. E o pó é o pecado. Se você quiser ler o livro, é melhor ter cuidado. Ele poderá até influenciá-lo a ter mais conhecimento sobre o ocultismo. E a curiosidade poderá se transformar em uma espécie de teia de aranha.

A narrativa de Rebecca Brown é fascinante. Ela teve a missão de combater o satanismo na obscura década de 70 do século vinte. No hospital em que trabalhava, alguns colegas eram satanistas. Então, certo dia, teve que atender Elaine: uma espécie de bruxa muito poderosa. Com calma e paciência, Rebecca fala do amor de Jesus e do plano de salvação para ela. Ao conseguir êxito, as duas sofrem intensas perseguições dos satanistas. No livro é mostrado sacrifícios, aparições de demônios e outras bizarrices. Simplesmente, mergulhei na história. Temas relacionados ao sobrenatural sempre me interessam. Tanto faz, se é ficção ou não. Eu recomendo o livro

Classificação: Excelente

 Abraços.